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“Fiz um bom tempo, mas estava bastante nervosa”, admitiu Rebeca. “A última vez que disputei provas em piscina longa foi na Olimpíada de Atenas, no ano passado. Deu para quebrar o gelo e agora quero descansar para tentar a medalha de ouro na final desta quarta-feira. Será difícil, pois a Therese e a Flávia estão muito bem”. Sobre
abaixar seu melhor tempo nos 50m livre (25s17), Gusmão não
acredita que isso acontecerá no Troféu Brasil. “Estou
treinando para baixar esta marca no Mundial do Canadá, em julho”,
ressaltou. Depois da final dos 50m livre no Troféu Brasil, Rebeca
Gusmão disputará outras três etapas classificatórias:
sexta-feira, dia 6, às 17 horas, dos 50m peito, e no dia seguinte,
no mesmo horário, a dos 100m livre e dos 100m peito. Se passar
às finais, estas serão realizadas na manhã Rebeca treina nos Estados Unidos desde o final de janeiro deste ano, graças ao patrocínio da Brasil Telecom. Ela já carimbou passaporte para Mundial do Canadá, pelo tempo de 25s31 que fez nos 50m livre em Atenas, e está disputando o Troféu Brasil pela AABB do Distrito Federal. Nos Estados Unidos, a atleta vem sendo treinada pelo alemão Michael Lohberg (ex-técnico de Fernando Scherer, o “Xuxa”). Para os demais inscritos, o Troféu Brasil servirá como última seletiva para o Mundial. “Quero nadar em Belo Horizonte para me avaliar, sem a obrigação de alcançar resultados”, disse. “Em Montreal, poderei até participar dos 100m livre e 50m peito, mas focarei nos 50m livre. O que importa mesmo é estar bem física e tecnicamente”. Sobre a indicação de melhor nadadora latino-americana concedida pela Associação Mundial dos Técnicos, Rebeca se diz bastante feliz. “Sinto-me valorizada e ainda mais entusiasmada para encarar os desafios que terei pela frente, principalmente o Mundial, que será uma verdadeira prova de fogo. Chegar a esta colocação também me tornará mais conhecida no exterior”, ressaltou.
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