Jovem
mantida cativa por 8 anos foi sexualmente abusada
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26/08/06 - Era só mais uma ordem dada pelo homem
que a escravizou por oito anos, desta vez para aspirar o pó
de seu carro. Geral - SÃO PAULO
Mas
Natascha Kampusch aproveitou a pequena oportunidade e fugiu para
a liberdade enquanto seu seqüestrador se distraia com uma
ligação no telefone celular.
A
descrição dada pela polícia dos últimos
momentos de Natascha no cativeiro é mais uma peça
no quebra-cabeças do caso criminal mais surpreendente na
memória recente - e que começou há quase
uma década com o desaparecimento da garota de 10 anos em
um subúrbio de Viena.
Desde
o reaparecimento da jovem, a polícia vem redesenhando o
que parece ser um quadro aproximado do que aconteceu com ela.
Entre
as recentes descobertas, especula-se que ela tenha sido abusada
sexualmente pelo raptor, um técnico em comunicações
austríaco de 44 anos identificado como Wolfgang Priklopil.
Os
promotores de justiça que acompanham o caso evitam falar
abertamente nessa hipótese, mas o chefe da Polícia
Federal austríaca, Erich Zwettler, não descarta
a possibilidade. "Eu não diria que essa suspeita é
falsa", disse ele.
Segundo
o correspondente da rede de TV CNN em Viena, Matthew Chance, a
hipótese é confirmada também por familiares
da menina.
"Membros
da família acreditam que ela foi molestada sexualmente
em várias ocasiões por muitos anos", disse
ele em relato reproduzido pelo site da emissora. "Ela foi
mantida em um calabouço apertado construído por
um suspeito de pedofilia", completou.
Fotos
divulgadas pela polícia mostravam uma sala pequena e desorganizada.
O aposento tinha também uma cama, pia, banheiro e livros
infantis.
"Os
familiares disseram também que por vários meses
ela foi mantida amordaçada para que não pudesse
ser ouvida pelos vizinhos."
Um
exame de DNA realizado pela polícia austríaca confirmou
nesta sexta-feira a identidade da jovem, mas ela já havia
sido reconhecida pelos pais na quinta-feira.
Segundo
a CNN, a irmã de Natascha disse que a mãe das duas
quase sofreu um ataque cardíaco quando soube da libertação
da filha.
Segundo
a irmã da garota, a mãe sempre teve a esperança
de que a filha voltaria para casa um dia. "Ela sempre disse
que Natascha estava viva."
Fonte
: Terra
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