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Secretário de Economia do México defende ampliação das relações comerciais com o Brasil


07/08/07 - "As relações comerciais entre Brasil e México precisam ser mais amplas, mais sólidas e mais equilibradas", disse secretário de Economia do México, Eduardo Sojo.

Diante de duas centenas de empresários brasileiros e mexicanos, Sojo incentivou a criação de um grupo de estudo de alto nível para melhorar as relações entre os dois países, item que consta do Comunicado Conjunto dos empresários. Também propôs montar um grupo de monitoramento para identificar os obstáculos à ampliação das relações comerciais entre Brasil e México.

Sojo afirmou que 38% do total de investimentos mexicanos se concentram na América Latina e no Caribe. Mas lembrou que o país pode aumentar is investimentos no Brasil. Citou o quanto há de oportunidades, principalmente ao dizer que há 361 produtos importados pelo Brasil de diferentes países mas que também são produzidos no México, o que poderia se transformar em negócios futuros.

O secretário citou sandálias de plástico, roupas de cama de algodão e placas de cerâmica como produtos de forte interesse dos Estados Unidos. "Se o Brasil exporta, sobre estes produtos incidem tarifas para entrar em território americano. Já produtos similares produzidos no México não são tarifados. Que tal observar isso como um campo para ampliação dos negócios de empresas brasileiras no México", disse durante a 7 ª Reunião Plenária do Comitê Empresarial Brasíl-México. O encontro foi realizado nesta segunda-feira, 6 de agosto, na Cidade do México pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Conselho Empresarial Mexicano de Comércio Exterior, Investimento e Tecnologia (Comce).

Além disso, Eduardo Sojo citou a profunda análise do Acordo de Complementação Econômica 53, exatamente como pede o setor privado brasileiro. Em seguida, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil, Miguel Jorge, expôs números da economia brasileira e destacou que é preciso derrubar barreiras ao agronegócio e ampliar a pauta comercial dos dois países, hoje dominada pelo setor automotivo.

O presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, expôs as oportunidades oferecidas pelo domínio da tecnologia do etanol pelo Brasil e as oportunidades de parcerias que a produção do combustível oferece. Em seguida, Silmara Olívio, diretora de mercado da Femsa Brasil, expôs os avanços da empresa e a ampla possibilidades de negócios que o Brasil oferece ao empresariado mexicano. O vice-presidente do Conselho Administrativo da Marcopolo, José Antonio Martins, contou como a empresa mudou radicalmente o perfil dos ônibus produzidos no México e lançou as bases para investimentos de outros empresários brasileiros.

Ao encerrar o evento, o presidente do Comce, Valentin Díez Morodo, saudou os empresários e agradeceu a ampla e representativa presença. Reforçou a importância da criação do grupo estratégico, o foco no biocombustível e o aprofundamento na identificação das oportunidades para empresários de ambos os países. "Estamos dando o primeiro passo, algo que já se verifica positivamente em setores como o automobilístico, o químico, o têxtil, o farmacêutico e o de eletroeletrônico, que já desenvolvem intensas negociações", disse Morodo.

"Só conseguiremos transformar nossos desejos em realidade se trabalharmos de forma conjunta", disse Morodo. Voltando a fazer alusão à sua grande paixão pelo futebol, e pelo fato de o time ao qual é ligado ter conquistado cinco títulos nacionais nos últimos cinco anos, insistiu em um equilíbrio maior entre os dois países, uma vez que hoje a balança pende mais para o lado brasileiro.

Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI)

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