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bayoubrasil.info Site oficial. Informativo brasileiro no exterior, um ponto de encontro. Um endereço de carater comercial e informativo, onde tudo o que se passa em Montréal está publicado e no ar as 24 horas do dia. Sempre online. liens, recettes, nouvelles, saviez-vous, musique. O Portal Bayou Brasil.info promove o meio ideal, para que seus produtos, suas festas e eventos sejam conhecidos em toda a comunidade Brasileira em Montréal. Restaurant de cuisine Brésilienne et Cajun à Montréal, Québec, Canada, Brésil, Brazil, Brasil
 
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Principal atração da noite, Rodolfo Mendes
faz show homenagem ao Clube da Esquina

Na Ontario Est, entre as ruas Champlain e Papineau, o lendário cabaré montrealense celebrou a esquina mineira da Rua Divinópolis com a Rua Paraisópolis, um lugar que poderia ser celestial, porém, apenas uma parede boa para recostar-se e tocar violão. Relembrando o ponto reverenciado como um templo, foi ali que Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges fundaram o Clube da Esquina, espécie de irmandade ligada à base de música, política, amizade e doses incontáveis de álcoolHoje, décadas depois do lançamento do histórico disco Clube da Esquina, expressão que se tornaria sinônimo de um rico veio da música mineira, ela foi destaque através de Rodolfo Mendes nesta quinta-feira (18), no Lion D’Or, em Montreal.

Na Ontario Est, entre as ruas Champlain e Papineau, o lendário cabaré montrealense celebrou a esquina mineira da Rua Divinópolis com a Rua Paraisópolis, um lugar que poderia ser celestial, porém, apenas uma parede boa para recostar-se e tocar violão. Relembrando o ponto reverenciado como um templo, foi ali que Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges fundaram o Clube da Esquina, espécie de irmandade ligada à base de música, política, amizade e doses incontáveis de álcool.No repertório O trem azul, Travessia, Clube da Esquina, algumas composições próprias como A Minha Dor, e o Lion d’Or ja parecia uma casa de show em Beagá, mas não é Beagá, e no ápice do show as lágrimas insistem em querem descer dos olhos de quem silenciosamente canta com o coração doido de saudade.

Com a casa lotada, Rodolfo Mendes explica ao público quebequense e brasileiro que após a bossa nova de Tom Jobim, a Tropicália de Caetano Veloso o Clube da Esquina emerge com Milton Nascimento levando com ele estrelas deste cruzamento tranquilo, do bucólico bairro de Santa Teresa.

No repertório O trem azul, Travessia, Clube da Esquina, algumas composições próprias como A Minha Dor, e o Lion d’Or ja parecia uma casa de show em Beagá, mas não é Beagá, e no ápice do show as lágrimas insistem em querem descer dos olhos de quem silenciosamente canta com o coração doido de saudade.

O show de Rodolfo Mendes relembrou a sonoridade resultante do encontro daqueles músicos que se tornaram uma das principais marcas que acompanhou a música feita pelo pessoal do Clube da Esquina. Uma música em que os instrumentos, combinados, constróem mais do que um simples acompanhamento da canção. Uma ambiência da qual a canção passa a fazer parte junto de eventos sonoros distintos que acontecem ao mesmo tempo. Mais uma prova de que os sonhos não envelhecem e bom para nós que estamos aqui com saudades de ouvir boa música brasileira.O show de Rodolfo Mendes relembrou a sonoridade resultante do encontro daqueles músicos que se tornaram uma das principais marcas que acompanhou a música feita pelo pessoal do Clube da Esquina. Uma música em que os instrumentos, combinados, constróem mais do que um simples acompanhamento da canção. Uma ambiência da qual a canção passa a fazer parte junto de eventos sonoros distintos que acontecem ao mesmo tempo. Mais uma prova de que os sonhos não envelhecem e bom para nós que estamos aqui com saudades de ouvir boa música brasileira.

Entrevista com Rodolfo Mendes

BayouBrasil- Rodolfo Mendes faça a sua apresentaçãoBom eu sou compositor e intérprete, com mais de 15 anos de carreira, tenho varias participações em festivais, shows em vários estados brasileiros, ja fiz trilhas para teatro e cinema, tenho varios trabalhos com Sá e Guarabira, Lô Borges, Elomar, Toninho Horta e em especial com Flavio Venturini.

Rodolfo- Bom eu sou compositor e intérprete, com mais de 15 anos de carreira, tenho varias participações em festivais, shows em vários estados brasileiros, ja fiz trilhas para teatro e cinema, tenho varios trabalhos com Sá e Guarabira, Lô Borges, Elomar, Toninho Horta e em especial com Flavio Venturini.

Bayoubrasil- Voce ja percebeu que está fazendo algo diferente do que se esta acostumado a ouvir por aqui como música brasileira…

Sim e nem por isso tão pouco sendo menos brasileira. Eu acho que como estou chegando agora do Brasil, talvez eu traga como bagagem uma linguagem mais atual do que se está fazendo por lá. Claro que ver aqui o samba super valorizado é uma coisa que lá não tem, mas também, eu estou olhando o Brasil agora pelo lado de fora. É uma coisa bonita de se ver.Rodolfo- Sim e nem por isso tão pouco sendo menos brasileira. Eu acho que como estou chegando agora do Brasil, talvez eu traga como bagagem uma linguagem mais atual do que se está fazendo por lá. Claro que ver aqui o samba super valorizado é uma coisa que lá não tem, mas também, eu estou olhando o Brasil agora pelo lado de fora. É uma coisa bonita de se ver.

BayouBrasil- Ser Músico no Brasil e em Montreal, qual a diferença?

Rodolfo- Eu não quero ser pretensioso mas no Brasil tem tanta gente talentosa que eu acho que eles banalizaram um pouco, então voce chega num lugar cantando ou compondo e o pessoal fala -ah tá! Aqui em Montreal o músico é muito valorizado, o público quebequense é muito caloroso, olha eu fico mesmo emocionado, as pessoas estão entendendo a mensagem, e isto é muito legal, já fiz algumas apresentações como convidado e a acolhida foi excelente. Agora mesmo participei de uma trilha com Paul Marco, acho que aqui voce pode ser musico sem sofrer aquela coisa de ah é musico, aqui musico é uma profissão super respeitada. Mas a estrutura tambem é outra, voce tem educaçao e saude, então a sociedade pode consumir cultura.Sim e nem por isso tão pouco sendo menos brasileira. Eu acho que como estou chegando agora do Brasil, talvez eu traga como bagagem uma linguagem mais atual do que se está fazendo por lá. Claro que ver aqui o samba super valorizado é uma coisa que lá não tem, mas também, eu estou olhando o Brasil agora pelo lado de fora. É uma coisa bonita de se ver.

BayouBrasil- Sua estada em Montreal, o que vai ficar marcado ?

Rodolfo-Bem, a passagem por aqui ja marca uma nova fase em minha vida. De inicio é a minha primeira apresentação internacional, depois a receptividade para as novas culturas, é bom ver essa mistura étnica que faz dessa cidade algo muito especial, acho que esse é o grande barato daqui, viver em Montreal é participar dessa mistura dessa miscigenação louca, no Brasil a gente tem isso tambem mas acho que como aqui a imigração é mais recente é mais acentuada as diferenças, algo assim como a diferença é o dia-a-Rodolfo- Eu não quero ser pretensioso mas no Brasil tem tanta gente talentosa que eu acho que eles banalizaram um pouco, então voce chega num lugar cantando ou compondo e o pessoal fala -ah tá! Aqui em Montreal o músico é muito valorizado, o público quebequense é muito caloroso, olha eu fico mesmo emocionado, as pessoas estão entendendo a mensagem, e isto é muito legal, já fiz algumas apresentações como convidado e a acolhida foi excelente. Agora mesmo participei de uma trilha com Paul Marco, acho que aqui voce pode ser musico sem sofrer aquela coisa de ah é musico, aqui musico é uma profissão super respeitada. Mas a estrutura tambem é outra, voce tem educaçao e saude, então a sociedade pode consumir culturadia das pessoas e isso se reflete na música também, voce tem arranjos originalissimos e super diferenciados.

BayouBrasil- Pretende retornar?

Rodolfo-Gostaria muito, quem sabe....faz a hora não espera acontecer....

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