Rebeca
Gusmão disputa último evento antes do Mundial
Entrando
na reta final de preparação para o Mundial de Esportes Aquáticos,
que começa no próximo domingo, a nadadora brasileira Rebeca
Gusmão disputa nesta sexta-feira sua última competição
antes da viagem para Montreal, no Canadá.
A
atleta de 20 anos participará dos 50 m livre no JOlympics, em Fort
Lauderdale, nos Estados Unidos. Rebeca já competiu no evento em
março deste ano, conquistando sete medalhas (seis de ouro e uma
de prata).
"Estou
muito bem e otimista em fazer bonito de novo neste evento para chegar
com moral no Mundial, que é o meu principal torneio do ano",
comentou a nadadora brasiliense, que desde o início do ano está
morando nos Estados Unidos e treinando com o técnico alemão
Michael Lohberg.
"O
JOlympics é bastante conhecido e reúne grandes atletas,
inclusive olímpicos, como Fernando Scherer e o Vlad Poliakov, do
Cazaquistão", explicou. Rebeca nadará as eliminatórias
pela manhã e, se tudo sair como planejado, tentará uma medalha
à tarde.
A
viagem dela está marcada para o dia 20. Como está vivendo
nos EUA, ela sairá direto de Miami, separada do resto da seleção
brasileira. De acordo com a programação do Mundial, a prova
dos 50 m livre será realizada no dia 30.
Tensão
Pré-Mundial Enquanto Rebeca Gusmão alivia a ansiedade da
espera pela estréia no Mundial competindo, a outra nadadora brasileira
dos 50 m livre se vira como pode para controlar o nervosismo. Segundo
Flávia Delaroli, o sentimento é semelhante a uma eterna
"TPM" (tensão pré-menstrual).
"A
adrenalina parece que quer explodir dentro de você", comparou
a nadadora, finalista da prova nas Olimpíadas de Atenas (8º
lugar). "É por isso que em provas rápidas, como a minha,
o controle é tudo. Quem se controla melhor tem mais chances de
vitória".
Flávia
e Rebeca dividem o recorde sul-americano dos 50 m livre, ambas com 25s17.
Mas elas sabem que precisarão melhorar essa marca em Montreal se
quiserem ficar entre as oito finalistas. "Ninguém parou de
melhorar desde aquela época", explicou Flávia, que
nadará também os 50 m costas.
Otimista,
a nadadora do Pinheiros afirmou ainda que chegou a hora da natação
feminina do Brasil conseguir um resultado expressivo em competições
de grande porte.
"Não
basta mais competir nas Olimpíadas, por exemplo. Queremos ganhar
medalhas. Acho que as meninas da seleção brasileira quebraram
uma barreira. Essa turma de agora tem tudo para dar certo", apostou.