Abertura
do 11º Mundial de Esportes Aquáticos, em Montreal
Emoção,
ação, sensualidade e romance, plasticidade, ousadia, modernidade.
O Cirque du Soleil mistura todos estes ingredientes para produzir espetáculos
multimídia mundo afora. Na abertura do Mundial de Montreal, no
último sábado (16/07), a companhia circense ainda utilizou
os ingredientes dos cinco esportes aquáticos e muitos elementos
da cultura canadense.
O
saltador César Castro entrou com toda pompa e circunstância
ao lado dos dois enormes telões estampando a bandeira brasileira
antes que nossas atletas-artistas, Isabela e Carolina de Moraes, entrassem
em cena. Elas embarcaram na aventura mágica da apresentação
como protagonistas da história que explorou todas possibilidades
e qualidades do elemento água.
"Foi
lindo, muito emocionante", comentou, apressada, Isabela na pele de
uma baleia Beluga e Carolina (Sereia), elas interagiram com outros personagens
igualmente fortes, interpretados por artistas competentes, como a contorcionista
malaia, Zorigtkhuayag Bolormaa, que assombrou com acrobacias dentro e
na borda de uma bacia de água de acrílico.
Depois
das Olimpíadas da Grécia, as duas irmãs decidiram
encerrar a carreira de atletas e foram convidadas para fazer parte dos
espetáculos aquáticos do circo. O show de Montreal marcou
a estréia das brasileiras.
Utilizando
uma mistura de arte circense com um pouco de cada um dos esportes presentes
no Mundial - natação, saltos ornamentais, pólo aquático
e nado sincronizado -, o Cirque du Soleil contou a história de
um pescador que se perdeu no mar ao tentar fisgar uma baleia (Isabela)
e acabou salvo pelos próprios peixes a quem costumava perseguir.
A
sereia (agora representada pela mongol Zorigtkhuyag Bolormaa) é
quem inicia a conversão do pescador, representado por Reda Guérnik,
um dos malabaristas do circo, seduzindo-o não com o canto, mas
com uma dança acrobática que encantou também a platéia.
Outro
ponto alto da festa foi a exibição do malabarista Didier
Pasquette que, representando as aves marítimas, entrou em cena
"voando" de cima das arquibancadas até a piscina, onde
fez vários números se equilibrando sobre uma corda.
Foi
ele quem indicou ao pescador o caminho para a terra firme, no momento
em que a platéia foi convidada a interagir, agitando pombos de
papel entregues pelos organizadores na entrada da festa.
Leões
marinhos, pingüins e focas protagonizaram um divertido jogo de pólo
aquático, que precedeu a apresentação do dançarino
e acrobata Anatoly Zalievsky, a mais aplaudida da noite.
Ousado,
o espetáculo colocou dois "trapezistas-peixes" dentro
da piscina, interagindo sempre com os mais variados tipos de animais representados
por atletas do nado sincronizado e dos saltos ornamentais.
Guiado
pelos peixes, o pescador finalmente encontrou um farol e se despediu dos
novos amigos. Já em terra firme, ele comandou um número
de pirofagia e malabarismos que culminou com um show de fogos de artifício.
Com
todos os atores em cena, a cantora Dessy Di Lauro liderou o número
final, um verdadeiro maremoto de cores, luzes, habilidade, elasticidade
e beleza. Extasiado, o público, em pé, não se cansava
de aplaudir.