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Entrevista com Soeli Garvão Zakrzeski

Aos 27 anos, a pivô Soeli Garvão Zakrzeski ou Êga, como é conhecida, passa pelo melhor momento de sua carreira. Ela foi titular da seleção brasileira que conquistou o decampeonato sul-americano no mês de julho, na Colômbia, e se prepara para a Copa América – Pré Mundial, de 14 a 18 de setembro, na República Dominicana. Nascida no interior do Paraná, Êga chegou a jogar como ala, pois não era tão alta, mas sempre foi apaixonada pelo trabalho das pivôs. Garra que demonstra dentro e fora das quadras, superando obstáculos e perdas, como as mortes da mãe, em 2000, do irmão mais velho, em 2002 e da amiga e armadora Regininha, em 2003). Dificuldades a parte, Ega é a marca da determinação, alegria e bom humor. Na seleção brasileira adulta, a jogadora é tricampeã sul-americana (Peru – 2001, Equador – 2003 e Colômbia – 2005) e medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo (República Dominicana – 2003). Pelos clubes, foi campeã do Nacional (Americana – 2003) e quatro vezes do paulista (Ourinhos – 2000 e 2005 e Americana – 2001 e 2003), vice-campeã do Nacional (Americana – 2002 e 2004) e vice-campeã paulista (Americana – 2002 e 2004). 01/09/2005. Aos 27 anos, a pivô Soeli Garvão Zakrzeski ou Êga, como é conhecida, passa pelo melhor momento de sua carreira. Ela foi titular da seleção brasileira que conquistou o decampeonato sul-americano no mês de julho, na Colômbia, e se prepara para a Copa América – Pré Mundial, de 14 a 18 de setembro, na República Dominicana. Nascida no interior do Paraná, Êga chegou a jogar como ala, pois não era tão alta, mas sempre foi apaixonada pelo trabalho das pivôs. Garra que demonstra dentro e fora das quadras, superando obstáculos e perdas, como as mortes da mãe, em 2000, do irmão mais velho, em 2002 e da amiga e armadora Regininha, em 2003). Dificuldades a parte, Ega é a marca da determinação, alegria e bom humor. Na seleção brasileira adulta, a jogadora é tricampeã sul-americana (Peru – 2001, Equador – 2003 e Colômbia – 2005) e medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo (República Dominicana – 2003). Pelos clubes, foi campeã do Nacional (Americana – 2003) e quatro vezes do paulista (Ourinhos – 2000 e 2005 e Americana – 2001 e 2003), vice-campeã do Nacional (Americana – 2002 e 2004) e vice-campeã paulista (Americana – 2002 e 2004).

Conte a sua trajetória no basquete. Comecei a jogar na escola, com uns 14 anos, em Pérola do Oeste, interior do Paraná. Eu não era muito alta e, por isso, jogava como ala, mas não gostava muito. Quando o técnico não estava, eu treinava com as pivôs. Cresci mais um pouquinho e consegui o meu objetivo. Com 16 anos, saí de casa para jogar em Medianeira (PR), cidade onde nasci. Depois fui para Santa Catarina e joguei em São Miguel do Oeste, Concórdia e Joinville. Nessa época treinava com o técnico Sobé, que foi como um pai para mim. Ele é um dos grandes responsáveis pela minha carreira e a quem eu devo muito. Em 1999, fui jogar em Ourinhos. Depois atuei em Americana, Celta de Vigo (Espanha) e retornei a Ourinhos, onde estou pela segunda temporada.

Comecei a jogar na escola, com uns 14 anos, em Pérola do Oeste, interior do Paraná. Eu não era muito alta e, por isso, jogava como ala, mas não gostava muito. Quando o técnico não estava, eu treinava com as pivôs. Cresci mais um pouquinho e consegui o meu objetivo. Com 16 anos, saí de casa para jogar em Medianeira (PR), cidade onde nasci. Depois fui para Santa Catarina e joguei em São Miguel do Oeste, Concórdia e Joinville. Nessa época treinava com o técnico Sobé, que foi como um pai para mim. Ele é um dos grandes responsáveis pela minha carreira e a quem eu devo muito. Em 1999, fui jogar em Ourinhos. Depois atuei em Americana, Celta de Vigo (Espanha) e retornei a Ourinhos, onde estou pela segunda temporada.

Por que o apelido Êga?

Ganhei o apelido da minha mãe quando tinha quatro anos. Êga é o nome de uma vizinha e grande amiga da nossa família. Quando mudamos de cidade, minha mãe resolveu me chamar de Êga para homenageá-la. O apelido pegou mesmo. Eu sempre gostei mais desse nome e hoje muita gente não sabe que me chamo Soeli.Ganhei o apelido da minha mãe quando tinha quatro anos. Êga é o nome de uma vizinha e grande amiga da nossa família. Quando mudamos de cidade, minha mãe resolveu me chamar de Êga para homenageá-la. O apelido pegou mesmo. Eu sempre gostei mais desse nome e hoje muita gente não sabe que me chamo Soeli.

Qual a importância da família na sua carreira?

A família sempre foi fundamental na minha carreira. Minha mãe foi o meu maior exemplo de vida, garra e determinação. Ela era minha maior incentivadora, mesmo sendo contra o basquete no começo, preocupada com a minha segurança, em viver longe de mim etc. Meus irmãos são os meus maiores fãs. Enfim, a ótima estrutura familiar que tive me deu a maior força na minha trajetória pessoal e profissional.

Como é a pivô Êga?

Minha maior vantagem é ser dinâmica e ter um jogo diversificado. Tenho um bom arremesso de média e longa distância e gosto muito de dar assistência às minhas companheiras. Na Espanha, por exemplo, o treinador se impressionou muito com a qualidade do meu passe.

Como analisa o atual momento de sua carreira? Acho que estou em uma grande fase. Comecei a jogar tarde, não participei de seleções brasileiras de base. Consegui evoluir e mostrar meu trabalho aos poucos, mas de forma consistente, ganhando mais confiança no meu potencial. Hoje estou em um grande time no Brasil (Ourinhos) e faço uma ótima temporada na seleção. Ser titular, jogar mais tempo, enfim ajudar para valer o Brasil é o grande objetivo quando somos convocadas. E depois de muito trabalho, estou conseguindo colher bons frutos. Mas acho que estou na metade do caminho. Quero ser uma jogadora ainda mais completa, ajudar mais a minha equipe e jogar uma Olimpíada, que é o grande sonho de qualquer atleta. Antes temos o Mundial no Brasil, em 2006, onde também pretendo estar. Seria maravilhoso jogar o meu primeiro Mundial em casa, para essa torcida brasileira fantástica.

Acho que estou em uma grande fase. Comecei a jogar tarde, não participei de seleções brasileiras de base. Consegui evoluir e mostrar meu trabalho aos poucos, mas de forma consistente, ganhando mais confiança no meu potencial. Hoje estou em um grande time no Brasil (Ourinhos) e faço uma ótima temporada na seleção. Ser titular, jogar mais tempo, enfim ajudar para valer o Brasil é o grande objetivo quando somos convocadas. E depois de muito trabalho, estou conseguindo colher bons frutos. Mas acho que estou na metade do caminho. Quero ser uma jogadora ainda mais completa, ajudar mais a minha equipe e jogar uma Olimpíada, que é o grande sonho de qualquer atleta. Antes temos o Mundial no Brasil, em 2006, onde também pretendo estar. Seria maravilhoso jogar o meu primeiro Mundial em casa, para essa torcida brasileira fantástica.

E como foi sua experiência na Espanha?

Muito legal. Joguei as finais do Campeonato Espanhol pelo Celta de Vigo. O que me impressionou demais foi o nível técnico da competição. Todos os jogos eram difíceis. Ganhamos do líder, Barcelona e perdemos do último colocado. É um campeonato super disputado e emocionante. Estranhei um pouco a maneira mais metódica das européias jogarem, mas acabei me acostumando, mesmo jogando apenas por três meses.

Quais os melhores momentos da sua carreira?

O meu primeiro título em São Paulo, de campeã paulista (Ourinhos/2000) e a primeira convocação para a seleção brasileira no o Sul-Americano do Peru, em 2001. Tinha chegado do Sul há pouco tempo e foi uma grande surpresa. Outro momento marcante foi o Liga Mundial de Clubes na Rússia, em 2004, por Americana, depois de me recuperar da lesão que me tirou da Olimpíada de Atenas. Fiz um grande campeonato e fui eleita uma das cinco melhores jogadoras da competição.O meu primeiro título em São Paulo, de campeã paulista (Ourinhos/2000) e a primeira convocação para a seleção brasileira no o Sul-Americano do Peru, em 2001. Tinha chegado do Sul há pouco tempo e foi uma grande surpresa. Outro momento marcante foi o Liga Mundial de Clubes na Rússia, em 2004, por Americana, depois de me recuperar da lesão que me tirou da Olimpíada de Atenas. Fiz um grande campeonato e fui eleita uma das cinco melhores jogadoras da competição.

E os piores?

O mais triste foi a perda da minha mãe, em 2000. Eu estava trabalhando muito para me firmar no Ourinhos, em São Paulo, e a morte dela me abalou demais. Logo depois veio a convocação para a seleção brasileira que me deixou muito feliz. Em 2002, veio a morte do meu irmão mais velho e em 2003, da armadora Regininha, de Americana, com quem eu morava e era muito amiga. Outro momento triste foi a lesão que tive em 2004 e que me tirou da Olimpíada de Atenas. Nunca tive nenhum problema sério na vida até então e fui ter logo perto dos Jogos Olímpicos. O interessante é que os momentos bons e ruins se alternam. Sempre depois de uma perda ou queda, vieram boas conquistas no meu caminho. A vida é assim mesmo, tem seus altos e baixos, mas todos te fazem crescer, tanto pessoal com profissionalmente.

Como você vê o atual grupo da seleção brasileira?

A equipe está muito unida. Essa temporada deu uma excelente oportunidade para a geração mais nova, que tinha menos tempo de quadra na seleção, como eu. Do banco eu observava o jogo e achava que as outras atletas e as outras seleções eram bem superiores. Hoje, participando mais, vejo que temos possibilidade de jogar de igual para igual sempre respeitando o adversário, mas confiantes no nosso trabalho e talento. Os jogos na Europa e no Brasil deram grandes resultados e o grupo evoluiu bastante. É legal ver que a renovação vai sendo feita aos poucos e vamos ganhando experiência e confiança para poder cada vez mais ajudar a seleção no que for preciso.

E ponto forte desse elenco?

É o conjunto e a união. A gente joga para a equipe. Analisamos a melhor bola, fazendo o que cada jogo pede, sem individualismos. O grupo está forte e unido. Quando chega alguma jogadora no meio da preparação, ela se encaixa muito bem porque já encontra um clima de união e alegria. Tecnicamente, melhoramos em vários aspectos, principalmente na defesa, que gera um ataque mais consistente.

Quais suas expectativas para a Copa América?

As melhores possíveis. Fizemos uma ótima preparação e o grupo vai mostrar o seu valor na República Dominicana. Por mais que a gente treine e faça amistosos, é na hora da competição que realmente vemos o trabalho que foi realizado nos últimos meses. Vamos mostrar a força e o talento dessa geração que está se firmando na seleção, como foi no Sul-Americano.

E os adversários mais fortes?

Cuba e Canadá. Enfrentamos as duas seleções e observamos bem como jogam. Cuba sempre impressiona pela determinação. Tradicionalmente, fazem um jogo de contato muito forte e estão com um conjunto muito bom. O Canadá sempre deu trabalho jogando contra o Brasil. Estão fazendo uma renovação bem feita e evoluíram bastante, principalmente nas bolas de média e longa distância.

Deixe uma mensagem para os iniciantes do basquete.

Determinação acima de tudo. Temos que acreditar sempre nos nossos sonhos e trabalhar para que se realizem. As dificuldades e quedas fazem a gente crescer e aprender cada vez mais.

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